Regras do goleiro explicadas: o que o arqueiro pode e não pode fazer
By KickoffHQ Editorial · 10 de julho de 2026
Os goleiros são a única posição no futebol autorizada a usar as mãos, mas esse privilégio vem com limites rígidos definidos nas Regras do Jogo do IFAB. Dentro da própria área, eles podem pegar, segurar e lançar a bola livremente — em qualquer outro lugar, e em algumas situações específicas mesmo dentro da área, eles seguem as mesmas regras de qualquer jogador de linha.
Onde o privilégio das mãos vale
Um goleiro só pode tocar a bola com as mãos ou os braços dentro da própria área. Sair dessa área — mesmo que por poucos centímetros e ainda segurando a bola — vira infração, punida com um tiro livre direto para o time adversário no local em que a bola foi tocada, ou um pênalti caso aconteça dentro da própria área em circunstâncias diferentes. Fora da área, o goleiro é simplesmente mais um jogador: pode receber uma dividida, pode marcar gols e pode cometer uma mão na bola comum ou uma falta como qualquer outro atleta.
A regra do passe para trás
Uma das restrições mais importantes é a regra do passe deliberado para trás, introduzida em 1992 para acabar com os times que matavam o jogo passando sem parar para um goleiro que simplesmente pegava a bola com as mãos. Um goleiro não pode usar as mãos para jogar uma bola que foi deliberadamente chutada para ele por um companheiro. Se isso acontecer, o árbitro marca um tiro livre indireto para o time adversário no local da infração. A regra vale apenas para o pé — um passe de cabeça, peito ou joelho deliberado para o goleiro ainda pode ser pego normalmente com as mãos, porque a restrição mira especificamente os passes para trás feitos com o pé. O mesmo tiro livre indireto se aplica se um goleiro pegar a bola diretamente vinda do lateral cobrado por um companheiro.
A regra dos seis segundos
Depois que o goleiro controla a bola com as mãos, ele não pode segurá-la indefinidamente. Segundo as Regras do Jogo, o goleiro precisa colocar a bola em jogo dentro de aproximadamente seis a oito segundos após ganhar o controle — as orientações mais recentes do IFAB e das entidades organizadoras têm apertado a fiscalização disso, com o árbitro contando visivelmente e concedendo escanteio ao adversário caso o goleiro demore demais. Na prática, isso raramente é marcado no alto nível a não ser que o goleiro esteja claramente enrolando o jogo, mas a regra existe justamente para impedir que os arqueiros travem a partida.
Faltas, cartões e expulsões
Um goleiro que comete falta em um adversário é tratado exatamente como qualquer outro jogador quando o assunto é cartão amarelo e vermelho. Se um goleiro derruba um atacante lançado fora da área, ou comete uma falta imprudente ou grave, a mesma escala disciplinar se aplica — incluindo cartão vermelho direto por impedir uma chance clara de gol através de falta, exatamente como aconteceria com um zagueiro. Como os goleiros normalmente não podem ser substituídos no meio da partida depois de já terem entrado, um cartão vermelho ao último goleiro disponível obriga um jogador de linha a ir para o gol, muitas vezes depois que uma substituição já foi feita em outra posição.
Cobranças de pênalti e a linha do gol
Durante o jogo em movimento, um goleiro pode sair da própria linha e até se aventurar no campo adversário, já que nada nas regras o confina à área além do privilégio de usar as mãos. Durante uma cobrança de pênalti, porém, o goleiro precisa ficar na linha do gol, de frente para o cobrador, sem que nenhuma parte dos dois pés se mova para a frente da linha antes de a bola ser tocada. Movimento lateral ao longo da linha e transferência de peso são permitidos; avançar antes da hora não é, e uma defesa feita após uma invasão clara de linha pode levar à repetição da cobrança se ela tiver sido perdida ou defendida.
Uniforme distinto e outras particularidades
Os goleiros precisam usar cores que os distingam de todos os jogadores de linha das duas equipes e também dos árbitros — uma regra que existe simplesmente para que árbitros, jogadores e torcedores identifiquem na hora quem detém o privilégio de usar as mãos. Um goleiro também pode ser o cobrador designado de pênalti ou de falta durante o jogo, como qualquer jogador de linha, e vários já marcaram empates históricos nos acréscimos ao subir para um escanteio, já que nada nas regras restringe onde ele pode estar quando a bola não está em suas mãos.
Perguntas frequentes
Um goleiro pode pegar com as mãos uma bola devolvida de pé por um companheiro?
Não. Um passe deliberado de pé para trás ao goleiro não pode ser pego com as mãos; fazer isso dá ao adversário um tiro livre indireto naquele local. Um passe para trás feito de cabeça, peito ou joelho não entra nessa restrição e pode ser pego normalmente.
Por quanto tempo o goleiro pode segurar a bola antes de soltá-la?
Aproximadamente seis a oito segundos, segundo as orientações atuais, depois dos quais o árbitro pode conceder um escanteio ao time adversário por perda de tempo. Isso raramente é aplicado de forma rígida, mas existe para impedir que os goleiros travem o jogo.
Um goleiro pode ser expulso?
Sim. Os goleiros estão sujeitos exatamente às mesmas infrações de cartão amarelo e vermelho que os jogadores de linha, incluindo cartão vermelho direto por impedir uma chance clara de gol através de falta. Se o último goleiro for expulso, um jogador de linha precisa assumir o gol.
O goleiro precisa ficar na linha durante a cobrança de um pênalti?
Sim, ao menos até a bola ser tocada. Os dois pés precisam permanecer sobre a linha do gol ou atrás dela, embora o goleiro possa se mover para os lados ou saltar livremente assim que o cobrador tocar a bola; invadir a linha antes da hora pode gerar uma repetição da cobrança.
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