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Disputa de pênaltis explicada: como funciona uma disputa no futebol

By KickoffHQ Editorial · 10 de julho de 2026

Disputa de pênaltis explicada: como funciona uma disputa no futebol

A disputa de pênaltis decide uma partida quando o placar segue empatado depois do tempo normal e da prorrogação em uma competição eliminatória. Cada equipe reveza cobranças, com um único jogador batendo por vez, e depois de cinco rodadas o time com mais cobranças convertidas vence — ou a disputa segue para a morte súbita até que um lado fique na frente após o mesmo número de cobranças.

Quando acontece uma disputa de pênaltis

Disputas de pênaltis só existem no futebol eliminatório — finais de copa, mata-mata da Copa do Mundo e da Eurocopa, confrontos da Liga dos Campeões decididos na própria noite, rodadas de copas nacionais — onde é preciso haver um vencedor e não há jogo de desempate marcado. Partidas de pontos corridos nunca vão para os pênaltis; o empate simplesmente vale e os dois times somam um ponto. Na maioria dos formatos modernos, a disputa vem depois de confrontos de ida e volta ou de um único jogo de 90 minutos que terminam empatados, e só ocorre depois que 30 minutos de prorrogação também não resolveram o empate. Algumas competições, incluindo diversas copas nacionais, pulam a prorrogação por completo e vão direto dos 90 minutos para os pênaltis.

O procedimento básico

Antes da disputa começar, o árbitro sorteia qual gol será usado para todas as cobranças (geralmente o escolhido por razões de segurança ou pela posição da torcida), e um segundo sorteio define qual time cobra primeiro. Só podem participar os jogadores que estavam em campo no apito final da prorrogação — incluindo qualquer substituto que tenha entrado — e quem já foi substituído não pode retornar.

Os dois times alternam as cobranças, uma de cada vez, cada uma batida por um jogador diferente até que todos os jogadores elegíveis tenham cobrado uma vez, a menos que a disputa já esteja decidida. Depois que as duas equipes cobrarem cinco pênaltis, o lado com mais conversões vence. Se ainda estiverem empatados, a disputa entra em morte súbita: uma cobrança por time a cada rodada, e assim que um time marca e o outro perde na mesma rodada, a disputa acaba imediatamente.

O que conta como cobrança válida

As cobranças são feitas da marca do pênalti, a 11 metros do gol, com todos os outros jogadores de ambas as equipes dentro do círculo central até chegar a sua vez. O goleiro que enfrenta a cobrança precisa ter ao menos parte de um pé sobre a linha do gol ou alinhado com ela no momento em que a bola é tocada — ele pode se mover lateralmente ao longo da linha, saltar e transferir o peso do corpo, mas não pode sair da linha antes da hora nem ficar à frente dela. Se um goleiro claramente invadir a linha antes da hora e defender uma cobrança que teria entrado, o árbitro pode mandar repetir; o VAR também é usado em grandes torneios para checar o posicionamento do goleiro e se a bola cruzou a linha.

Uma cobrança que bate na trave ou no travessão e fica fora é simplesmente perdida, e o cobrador não pode completar o rebote — a cobrança termina no momento em que a bola para de se mover, sai de jogo, ou é defendida ou tocada pelo goleiro.

O que acontece se um time não tiver jogadores suficientes

Se um time termina a prorrogação com menos jogadores do que o adversário — por causa de cartões vermelhos ou lesões sem substitutos disponíveis — a disputa ainda usa o mesmo número de cobradores dos dois lados, equiparando-se ao elenco menor. Então, se um time tem apenas nove jogadores elegíveis restantes, o outro time também precisa reduzir para nove cobradores, mesmo tendo tecnicamente mais jogadores disponíveis. Essa regra de "equiparação" existe justamente para que nenhum lado ganhe uma vantagem numérica injusta na própria disputa.

Por que a morte súbita eventualmente termina

Depois que todo jogador de linha elegível e os dois goleiros de um time já cobraram em uma disputa longa, a rotação simplesmente recomeça a partir do primeiro cobrador, na mesma ordem ou em uma nova ordem escolhida pela equipe. Não existe um limite formal para a duração de uma disputa — algumas disputas famosas já passaram de 20 rodadas — ela só termina quando os placares ficam desiguais depois que as duas equipes tiveram o mesmo número de cobranças em uma rodada.

O papel do goleiro e do VAR

As disputas de pênaltis se tornaram um grande teste de preparação para os goleiros, com muitos times pesquisando de antemão os hábitos dos cobradores adversários. No mais alto nível, revisões do VAR podem checar a confirmação da tecnologia de linha do gol e invasões de linha, mas o drama fundamental — um cobrador, um goleiro, sem segunda chance — não mudou desde que o procedimento foi introduzido nos anos 1970. As próprias cobranças seguem as mesmas regras de pênalti usadas durante o jogo normal, só que sem rebote para o cobrador.

Perguntas frequentes

Um goleiro pode sair da linha antes da cobrança ser batida?

Não. O goleiro precisa ter parte de um pé sobre a linha do gol ou alinhado com ela no momento em que a bola é tocada, embora esteja livre para se mover para os lados ou saltar em qualquer direção assim que a cobrança for feita.

Quem pode participar de uma disputa de pênaltis?

Só podem participar os jogadores que estavam em campo, incluindo os substitutos já utilizados, ao final da prorrogação. Um jogador que já foi substituído não pode voltar para a disputa.

O que acontece se os times continuarem empatados depois das cinco cobranças?

A disputa entra em morte súbita, com uma cobrança por time a cada rodada. Ela termina assim que um time marca e o outro perde dentro da mesma rodada.

Um gol na disputa de pênaltis conta para o retrospecto oficial de gols de um jogador?

Não. Gols marcados em disputa de pênaltis não são somados ao placar da partida nem às estatísticas de gols dos jogadores; eles só determinam qual time avança ou conquista o troféu.

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