Como funcionam as substituições no futebol: a regra das cinco trocas
By KickoffHQ Editorial · 26 de junho de 2026
As substituições moldam o futebol moderno — pernas descansadas, trocas táticas e reforços de peso saindo do banco. Veja como as regras funcionam hoje.
Cinco substituições
O futebol agora permite, em caráter permanente, que os times façam até cinco substituições por partida, contra as três de outrora. A mudança, testada durante o calendário apertado de 2020, virou definitiva porque ajuda a proteger o desgaste físico dos jogadores em temporadas cada vez mais cheias.
O limite das três janelas
Existe um detalhe pensado para impedir que os times fatiem o jogo com paradas constantes: essas cinco trocas precisam ser feitas em no máximo três interrupções durante o tempo normal (as substituições feitas no intervalo não contam para essas três janelas). Ou seja, um treinador que quer fazer cinco mudanças precisa agrupá-las — por exemplo, duas de uma vez, depois uma, depois mais duas — em vez de parar o jogo cinco vezes seguidas.
A lista de relacionados
Antes da bola rolar, cada time relaciona um número fixo de reservas no banco — normalmente até nove ou doze, dependendo da competição — e pode usar até cinco deles. Um jogador substituído não pode voltar a campo.
Prorrogação e concussões
Dois casos especiais ampliam essa regra básica:
- Em jogos mata-mata que vão para a prorrogação, os times costumam ganhar mais uma substituição (e mais uma janela) para os 30 minutos extras.
- Muitas competições também permitem substituições por concussão além das cinco normais, para que um jogador com suspeita de traumatismo craniano possa ser retirado com segurança sem custar uma troca regular à equipe.
Por que isso mudou o jogo
Cinco substituições dão aos treinadores um controle tático muito maior — a chance de mudar o esquema, buscar o resultado ou fechar o jogo — e tornam o elenco ainda mais valioso. Um banco forte hoje pode decidir uma partida sozinho, e é por isso que os "jogadores de impacto" se tornaram peças fundamentais em qualquer elenco.
Veja como os treinadores usam o banco de reservas acompanhando as partidas ao vivo na nossa central de jogos.
Perguntas frequentes
Um jogador substituído pode voltar a campo?
Não. Uma vez substituído, o jogador não participa mais da partida. Por isso os treinadores calculam bem o momento das trocas — uma substituição não pode ser desfeita, mesmo que outro jogador se machuque logo depois.
Quando o futebol passou de três para cinco substituições?
As cinco trocas surgiram como medida temporária em maio de 2020, quando o calendário foi comprimido após a paralisação da pandemia. A IFAB tornou a opção permanente nas Regras do Jogo em 2022, e praticamente todas as grandes competições já adotaram o formato.
As substituições do intervalo contam para as três janelas?
Não. As trocas feitas no intervalo — ou na pausa antes da prorrogação — não consomem nenhuma das três janelas durante o jogo. Só contam as paradas durante o andamento da partida, e é por isso que o intervalo continua sendo o momento preferido para várias mudanças de uma vez.
O que acontece se um time já usou as cinco trocas e um jogador se machuca?
O time simplesmente segue em campo com um jogador a menos; não há substituição extra para lesões comuns. A exceção é a suspeita de concussão — nas competições que adotam essa regra, um jogador com traumatismo craniano pode ser substituído mesmo depois de esgotadas as cinco trocas normais.
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